Manifestação do Amianto

por Tatiana Medeiros
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Numa iniciativa do clube ESPeloClima, foi organizada uma manifestação ao longo da Portela com o intuito de chamar à atenção do ministério, e das pessoas no geral, à existência de amianto degradado nas escolas, tentando que algo fosse mudado e alguém agisse para alterar a situação.

(Se quiseres saber mais sobre o amianto podes ver a publicação, na categoria “Ambiente” da autoria do ESPeloClima) 

Às nove da manhã, do dia 10 de Outubro de 2019 deu-se início à manifestação contra o amianto na qual tanto os alunos como os funcionários e professores se juntaram para tentar fazer a diferença. 

A marcha iniciou-se à porta das escolas, Secundária Arco-Íris e Gaspar Correia, às nove em ponto. O percurso começou no cimo da Avenida das Escolas e terminou com um cordão humano à volta do Centro Comercial da Portela. 

Foi pedido pelos organizadores da manifestação que os participantes levassem uma camisola branca e uma máscara de dentista como forma de protesto e defesa pela saúde de todos os que diariamente se encontram em edifícios públicos revestidos por amianto danificado. 

Às nove e oito, começaram os cânticos protestantes,“Amianto embora, não quero morrer agora”. 

Às nove e trinta e quatro, a manifestação estava a chegar às piscinas municipais, com o trânsito cortado para que o protesto pudesse decorrer em segurança. 

Às nove e cinquenta e sete, chegaram ao Centro Comercial, e iniciaram então o cordão humano à volta do mesmo.

E por fim às dez e dezoito deu-se por terminada a atividade.

Foram feitas, ao longo da marcha, inúmeras reportagens por diversas estações de comunicação como a CM Tv, a SIC, a RTP e a TVI, e os próprios manifestantes tiraram fotos e gravaram vídeos para posteriormente colocarem nas redes sociais, e tentar chamar à atenção das autoridades responsáveis.

Para conseguirmos uma noção mais específica dos ideais dos protestantes colocámos-lhes algumas questões acerca do assunto.

Porque é que vieste à manifestação?

Carlos Ferreira, Professor: Porque acho que é importante que o amianto desapareça de uma vez por todas das escolas, algo que já está prometido há muito tempo e que ainda não foi cumprido pelo governo que passou portanto vamos ver se agora resolvem. 

Raquel, 16 anos: Acho importante exercermos o nosso direito como humanos de manifestarmos contra aquilo que achamos que é errado.

Achas que a manifestação vai fazer alguma diferença?

Sara, 16 anos: Claro que vai. Porque somos nós que estamos a ser prejudicados e se nós não fizermos nada ninguém vai fazer. 

Raquel, 16 anos: Acho que sim, eu estou confiante, é muito raro vermos assim tantos alunos das duas escolas a fazer algo em prol de alguma coisa e vai dar resultado, também, porque existem vários noticiários a falar do assunto, devemos ser positivos.

João, 11 anos: Vai. Está aqui a rtp e com essa oportunidade pode vir muito mais gente ajudar-nos, não só da escola mas também de outros lugares, porque as crianças têm o direito de sobreviver o hoje porque somos os adultos de amanhã.

O que dirias ao ministério?

Carlos Ferreira, Professor: Ao ministério diria para cumprir o que está estipulado e que se deixem de promessas e façam o bem pela saúde pública.

Raquel, 16 anos: Invistam algum dinheiro na nossa escola, não só no caso do amianto mas também com as condições da escola no geral, e dêm uma hipótese aos alunos para poderem usufruir de uma escola com melhores condições.

No dia da publicação deste artigo, infelizmente, não podemos dizer que já foram realizadas quaisqueres ações para a resolução deste problema diretamente, contudo a luta não pára e desde o dia da manifestação já ocorreram diversas outras, em diferentes escolas, com o mesmo intuito, portanto talvez todos juntos consigamos fazer uma diferença, e futuramente possamos escrever um artigo a falar sobre a extração do amianto, de uma vez por todas, da nossa escola.


NOTA: Foto de Mariana Lalanda

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