Palestra com a jornalista Raquel Albuquerque

por Tatiana Medeiros
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O corpo redacional do “Já Soubeste” considerou no seu planeamento de atividades que encontros e palestras com profissionais de comunicação podiam ser muito interessantes e formativos. Foi-nos sugerido pelo nosso coordenador, professor Joaquim Marques, que uma antiga aluna sua nesta escola, atualmente jornalista, nos fizesse uma visita e nos falasse um pouco do seu percurso, e assim foi.

No dia 20 de Janeiro de 2020, no pavilhão D, mais precisamente no auditório, foi realizada uma palestra apresentada pela jornalista Raquel Albuquerque do jornal Expresso, numa organização que contou com a colaboração da Biblioteca Escola e do Grupo de Filosofia.

A jornalista foi aluna na Escola Secundária da Portela há pouco mais de 10 anos, frequentou a Universidade Nova de Lisboa, e licenciou-se no curso de Ciências da Comunicação.

A palestra iniciou-se com uma curta apresentação, por parte do professor Joaquim, da jornalista que, de seguida, desenvolveu mais detalhadamente o seu currículo. Esta explicou-nos um pouco sobre seu trabalho atual, dizendo que escreve artigos na área da “Sociedade”, dando como exemplo um dos seus mais recentes trabalhos relativo à dificuldade de alojamento dos professores deslocados nos dias que correm.

Em termos do seu percurso profissional, acho relevante mencionar uma parte que, pessoalmente, me deixou bastante interessada, que foi o percurso da jornalista Raquel Albuquerque desde o fim do seu curso até que conseguiu trabalho fixo no jornal “Expresso”. Hoje em dia, não é difícil chegar à conclusão de que os meios de comunicação estão num período não só de transição, mas também de certa forma, de crise. O número de leitores tem vindo a descer e a informação circula por outros meios, levando a uma diminuição de empregos disponíveis na área visto que a preocupação dos jornais é inovarem-se tecnologicamente e não, arranjar novos empregados, na forma tradicional.

Este problema esteve, claro, na experiência da jornalista que nos contou as dificuldades por que teve de passar até conseguir um ordenado mensal. O relato desta experiência foi, de certa maneira, um abre-olhos não só para mim mas também para os meus colegas que possam querer seguir esta carreira de jornalista. 

Visto que a palestra já havia sido preparada com antecedência, o grupo do jornal já tinha algumas perguntas pensadas, umas mais relacionadas com o percurso da jornalista, outros com a sua opinião em relação a certos temas e outros ainda centrados, apenas, no jornalismo. 

Para não extender muito mais o artigo não as irei colocar todas aqui, mas uma que eu acho que devo mencionar e que está bastante relacionada com o jornal: “- Como é realizada a distribuição dos artigos na redação?”

Não irei citar a resposta visto que esta é extensa, mas colocarei os pontos chave.

O jornal, no caso, o Expresso, está dividido em várias secções (sociedade, política, desporto, internacional, economia, revista, etc.), e todas as segundas feiras cada secção reúne-se. Dentro de cada secção as áreas encontram-se mais ou menos distribuídas. Por exemplo, na Sociedade há uma pessoa que trata da parte da Saúde, outra da Justiça, outra de Ciência, entre outros, e é a essa pessoa que cabe a responsabilidade de estar a par das novidades. Então, todas as segundas cada pessoa propõe ao diretor de secção um artigo relacionado com o tema, tanto para a edição de sábado como para o jornal digital. Algumas vezes é o próprio editor que atribui ao jornalista o tema a trabalhar. 

Quando as reuniões de cada secção acabam, os editores responsáveis por cada uma delas, reúnem-se com a direção do jornal onde analisam a edição da semana anterior e levam as suas ideias para serem discutidas com os responsáveis hierárquicos que, de seguida, decidem se estas devem entrar na edição do jornal ou não.

Quando a palestra terminou o professor deu a oportunidade, àqueles que quisessem, de ficar mais uns minutos e tirar algumas dúvidas de forma mais próxima. 

Por fim, ao meio dia deu-se então por terminada a palestra.

Queria agradecer à jornalista Raquel Albuquerque pela sua disponibilidade e por ter partilhado connosco a sua experiência que é decerto uma inspiração, não só para mim mas para outros alunos que se interessam pelo meio.

Foto de AbsolutVision no Unsplash

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