Sugestões de Leitura para Miúdos e Graúdos

por Biblioteca
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Neste Natal, abre um livro e abrirás a janela da imaginação. Atreve-te a ser LEITOR!

Aqui vão as nossas sugestões:

O Labirinto da Saudade por Eduardo Lourenço

Sinopse:

Somos, enfim, quem sempre quisemos ser. E todavia, não estando já na África, nem na Europa, onde nunca seremos o que sonhámos, emigrámos todos, coletivamente, para Timor. É lá que brilha, segundo a nova ideologia nacional veiculada noite e dia pela nossa televisão, o último raio do império que durante séculos nos deu a ilusão de estarmos no centro do mundo. E, se calhar, é verdade.

Galveias - Livro - WOOK
Galveias por José Luís Peixoto

Sinopse:

Galveias está entre os grandes romances alguma vez escritos sobre a ruralidade portuguesa. O universo toca uma pequena vila com um mistério imenso. Esse é o ponto de acesso ao elenco de personagens que compõe este romance e que, capítulo a capítulo, ergue um mundo. Como uma condensação de portugalidade, Galveias é um retrato de vida, imagem despudorada de uma realidade que atravessa o país e que, em grande medida, contribui para traçar-lhe a sua identidade mais profunda.

Uma Viagem à Índia por Gonçalo M. Tavares

«É um livro cheio de fantasmas, fantasmas dos Lusíadas, fantasmas do homem contemporâneo, uma viagem, uma anti epopeia, e é um livro extraordinário. Estou convencido de que dentro de cem anos ainda haverá teses de doutoramento sobre passagens e fragmentos».
Vasco Graça Moura

«Trata-se, como sempre em Tavares de um texto inteligente, brilhante mesmo […]»
Pedro Mexia

O Bom Inverno por João Tordo

Sinopse:

Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

Os Amantes sem Dinheiro por Eugénio de Andrade

Este livro marca o início da coleção Obras de Eugénio de Andrade no catálogo da Assírio & Alvim. A obra do autor inicia-se em 1942 com «Adolescente», livro que acaba por renegar, tal como «Pureza», de 1945. Desses dois livros faz mais tarde uma breve seleção intitulada «Primeiros Poemas», que integra a presente edição. «As Mãos e os Frutos» é publicado em 1948 tendo merecido críticas elogiosas de Vitorino Nemésio, Jorge de Sena e Eduardo Lourenço, entre outros. Dois anos mais tarde, Eugénio publica «Os Amantes sem Dinheiro», um livro notável e central na sua obra poética. Nas palavras de Gastão Cruz, no seu prefácio, «A poesia de Eugénio de Andrade criou, para dele falar, uma linguagem que é, simultaneamente, simples e espessa, eufórica e trágica, direta e metafórica. A sábia dosagem destes elementos afastou-a completamente dos perigos de uma aproximação excessiva do real prosaico e vulgar que tem inquinado tanta pretensa poesia, dita do quotidiano e “da experiência”, e avessa à metáfora.»

Declínio e Queda do Império Romano por Edward Gibbon

Sinopse:

Das grandes invasões aos alvores do renascimento, Edward Gibbon prossegue o seu estudo incomparável e fundamental sobre declínio e queda do Império Romano.

O Nome da Rosa por Umberto Eco

Sinopse:

Uma abadia medieval isolada. Uma comunidade de monges devastada por uma série de crimes. Um frade franciscano que investiga os mistérios de uma biblioteca inacessível. Numa edição com desenhos e apontamentos preparatórios do autor, o romance que revelou o génio narrativo de Umberto Eco: traduzido em 60 países com mais de 50 milhões de exemplares vendidos, O Nome da Rosa ganhou o prémio Strega em 1981 e inspirou um filme e uma série de televisão com grande êxito internacional. «Os desenhos e as anotações manuscritas do futuro autor de O Nome da Rosa testemunham o trabalho preparatório minucioso antes da redação do romance. São a confirmação efetiva do afirmado por Eco em Porquê ‘O Nome da Rosa’? (1983): «para contar uma história há que começar por construir um mundo, tanto quanto possível recheado até aos últimos pormenores». E o que nos conta, ou melhor, nos antecipa deste mundo o material aqui reproduzido? Em primeiro lugar a identidade, a fisionomia dos principais protagonistas, com o típico traço veloz e arguto do autor, que justificará a sua invenção ‘para saber que palavras colocar na sua boca’. Depois, alçados e plantas de abadias, castelos, labirintos, emanados da mente de um soit disant ‘medievalista em hibernação’, que entretanto se ocupou também de outras coisas.»

Fernando Pessoa, o Menino que era muitos Poetas por José Jorge Letria

Páginas de beleza, magia e imaginação à solta, tal como dita a poesia, mas que diverte e ensina.

Era uma vez um menino
que era vários meninos
e em cada menino morava um poeta
e em cada poeta um outro poeta.
Assim, nunca mais ninguém
podia saber quantos poetas
havia, ao certo, dentro daquele
menino
e quantos meninos havia,
ao certo, dentro daquele poeta.

How to be an Explorer of the World por Keri Smith

A qualquer momento, onde quer que estejas, há centenas de coisas à tua volta que poderão ser interessantes e que vale apena registar. Explora-as!

Aviso a quem comprar este livro: Se descobrires que és incapaz de usar a tua imaginação, deverás pousar este livro de imediato. Não é para ti. Ao longo dele. Ser-te-á pedido repetidamente que…suspendas a tua descrença, realizes tarefas que te farão sentir um pouco estranho, olhes para o mundo de formas que te farão pensar de uma maneira diferente, realizes experiências com regularidade e vejas objetos inanimados como vivos.

Photo by César Viteri on Unsplash

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