Poesia em tempos de Primavera

por Biblioteca
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Livros, para que vos quero…

Neste tempo de primavera, continuemos a sonhar, agora, na estação da flor, pelas mãos dos poetas. 

Bons sonhos, porque “Pelo sonho é que vamos”.

Poesia de Fernando Pessoa Para Todos, Fernando Pessoa

     Esta é uma primeira antologia da poesia de Fernando Pessoa que se pretende ao alcance de todos: crianças e adultos. Nela se reúnem não só os poucos e por vezes divertidos poemas que escreveu para crianças, mas também outros cuja leitura é acessível aos mais jovens.

Poesia, Saudade da Prosa, Manuel António Pina

Vencedor do Prémio Camões 2011

        A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública. Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar?


Navegações, Sophia de Mello Breyner

 Publicado pela primeira vez em 1983 pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, a presente edição de «Navegações» é a primeira na Assírio & Alvim. A antiga ortografia é mantida e é seguida a fixação de texto conduzida por Carlos Mendes de Sousa e Maria Andresen Sousa Tavares. Conta ainda com um prefácio de Eucanaã Ferraz, que deste livro certeiramente nos diz que «[…] mais uma vez a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen caminha de mãos dadas com o mar, presença fundamental em toda a sua obra».

As Palavras interditas, Eugénio de Andrade

 O presente volume prossegue a publicação da obra canónica de Eugénio de Andrade, tal como o poeta a estabeleceu em vida. Integra os livros «As Palavras Interditas», publicado pela primeira vez em 1951, e «Até Amanhã», de 1956. Como diz Nuno Júdice no seu prefácio, «”As Palavras Interditas” e “Até Amanhã” são livros em que se encontra, praticamente em cada poema, aquilo que fez, e faz, de Eugénio de Andrade o mais luminoso e claro dos nossos poetas do século XX.»

Sonetos, Florbela Espanca

Com a sua poesia marcadamente feminina, que encontra no convencional soneto a sua perfeita expressão, Florbela Espanca mostrou-se indiferente à corrente Modernista que marcou o início do século XX. Os seus sonetos são «dizeres íntimos», que revelam as suas paixões, a sua busca incessante do amor e da felicidade, mas também o sofrimento, a solidão, o desencanto, a angústia. A linguagem sensual de muitos dos seus sonetos é própria de uma mulher que ousou viver fora das convenções sociais da sua época e que a morte levou precocemente aos 36 anos. 

As Sílabas de Amália, Manuel Alegre

A 23 de julho celebra-se o centenário do nascimento de Amália Rodrigues. Num texto sobre Amália, publicado no livro “Uma Outra Memória” e incluído nesta obra de homenagem, escrevia assim Manuel Alegre: «Todo o canto, como a poesia, é uma questão de ritmo. Ou de batida.

O ritmo de Amália é o ritmo das marés, a sua batida a do nosso mar. Ela podia cantar flamenco ou tango, espirituais negros ou jazz, podia entoar uma fuga de Bach, trautear as incomparáveis harmonias de Mozart. Mas ela canta isso tudo e um pouco mais. Canta o fado no sentido em que dele fala Camões.

Quando ela diz fado está a dizer o nosso próprio nome e pronuncia essa palavra com a mesma entoação que provavelmente Camões lhe dava. Suspeito mesmo que foi para ela que Camões escreveu alguns dos poemas que Alain Oulman transformou em fado.»

“As Sílabas de Amália” é uma obra singular que reúne os quatro poemas de Alegre que Amália cantou, os que sobre ela escreveu e aqueles que exprimem uma visão do fado que, em grande parte, o poeta ficou a dever a Alan Oulman e a Amália Rodrigues.

Inclui, ainda, um poema inédito de tributo a Amália.

Poesia Grega de Hesíodo a Teócrito, Frederico Lourenço

À beleza incandescente e luminosa dos grandes autores desses séculos de ouro da cultura grega (do séc. VII a.C. ao séc. III) – como Álcman, Semónides, Mimnermo, Safo, Íbico, Anacreonte, Teógonis, Píndaro, Baquílides e Teócrito – junta-se o prazer de descobrir as raízes da literatura ocidental. Cada um desses autores influenciou diretamente centenas de outros e é parte dos alicerces da nossa civilização. Depois da tradução da Ilíada, da Odisseia e dos primeiros quatro volumes da Bíblia, Frederico Lourenço mostra como a beleza pode ser traduzida sem ferir a sua originalidade.

A edição é bilingue, em capa dura e com todos os cuidados gráficos de um grande acontecimento.

As Flores do Mal, Baudelaire

«Há nos melhores versos de Baudelaire uma combinação de carne e de espírito, uma mistura de solenidade, de calor e de amargura, de eternidade e de intimidade, uma raríssima aliança da vontade com a harmonia, que os distingue nitidamente dos versos românticos, como os distingue nitidamente dos versos parnasianos»
Do Posfácio de Paul Valéry.

Sonetos, William Shakespeare

A maior parte destes sonetos são dirigidos a um homem, jovem, belo e nobre, geralmente referido como “lovely boy”, ou “fair youth”, amado e idolatrado pelo poeta, que sabe não ser retribuído o seu amor. Outros são dedicados a uma mulher, normalmente referida como “dark lady”, perigosamente sedutora, uma amante traidora e cruel, mas capaz também de despertar satisfação sexual.

Antologia Poética, Vinicius de Moraes

 A poesia do autor brasileiro, agora em edição de bolso. Antes de se tornar um dos maiores compositores da música popular brasileira, Vinicius já se consagrara como poeta da mais alta qualidade literária – seus versos marcam mais de cinquenta anos da literatura brasileira. A presente antologia é mostra dessa habilidade poética de Vinicius de Moraes.



Photo by Joel Holland on Unsplash


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