Agir para a Utopia

por Laura Patrão
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Iniciámos a nossa jornada neste projeto de voluntariado nas aulas de filosofia. O professor abordou o assunto, e nós aderimos ao desafio com curiosidade.

Voluntariar, ajudar o outro, porque sabemos que se fôssemos nós no lugar de muitos do nosso agrupamento, também iríamos querer auxílio. No fundo, queremos ser + Humanos, mais altruístas, mais generosos e por isso participámos de bom grado, e sem segundas intenções. O projeto Escola + Humana dá a possibilidade a todos aqueles que não têm um cabaz de natal completo, de poderem usufruir de um. Cada turma que queira participar deve trazer alimentos, como por exemplo: arroz; massa; grão; feijão; atum; salsichas; leite condensado; azeite; óleo alimentar; chocolate para culinária; doces (bombons, chocolates, bolachas, etc.).

Assim, a minha turma, o 11ºC, decidiu que queria ajudar. Começámos por criar grupos de trabalho, para podermos organizar o que cada um trazia. Formaram-se cinco grupos, cada um com 5 pessoas. Só de pensar que pelo menos meia dezena de famílias, apenas com a nossa turma, vão usufruir de um Natal recheado, mostra que cumprimos o nosso dever como cidadãos.

Cada aluno trouxe dois alimentos para a escola no dia em que tínhamos combinado com o professor de filosofia, e, no final da aula, deslocámo-nos até ao pavilhão E para depositarmos as relíquias nos respetivos caixotes. Quando entrámos naquele pequeno espaço que a escola disponibilizou para o projeto poder ganhar vida, quase que nos emocionámos, ou pelo menos, ficámos tocados. Quer acreditem, quer não o professor também ficou e discursou sobre o assunto durante mais ou menos 15 minutos. É notável que os alunos tenham disposto parte do seu tempo e espaço da sua memória para ajudarem. Para além disso, a ideia, talvez romantizada, talvez não, de que os cabazes vão ser montados com mais do que uma lista de alimentos para cada um, e umas mãos a organizarem-nos, enche-me o peito. Acredito que quem o faça exprima gosto e generosidade e acima de tudo que utilize o coração.

Enfim, com isto só quero mostrar o quão orgulhosa estou quer da minha turma, quer da minha escola, porque criar um projeto de voluntariado que cause impacto, ajude e resulte requer mais do que trabalho e disponibilidade. Requer emoção e sentimentos, sensibilidade, e, uma visão aberta e empática. Quanto mais cedo largarmos para a utopia de que todos temos as mesmas possibilidades e ofertas, mais cedo começamos a agir e a fazer a diferença. Deixo também o apelo a que toda a comunidade escolar, que possa, participe, porque no fundo os que estamos a ajudar fazem parte do agrupamento e são nossos colegas, são pessoas próximas, e, mesmo que não fossem mereciam ajuda. A estes projetos, devemos dar todo o nosso apoio para podermos alargar os nossos horizontes e abraçar a ideia de “ajuda voluntária”, visto que são os pequenos pormenores na nossa juventude que nos vão ajudar a criar um pensamento próprio e uma nova visão sobre o mundo que nos rodeia.

11ºC

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