Joker: Uma vida sombria

por Joaquim Marques
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Aviso para quem tem lido críticas e comentários sobre a nova obra de Phillips; Joker não é só um filme de actor .

Antes de referir este aspecto que é muito importante, assinalo o trabalho do realizador. A direcção do filme, sem fazer recurso a uma linguagem experimentalista ou de vanguarda, ainda assim arrisca um pouco para além do convencional.

Numa narrativa quase sempre sóbria, por vezes apresenta-nos elementos simbólicos que nos permitem uma leitura mais aberta e criativa. Um exemplo as escadas íngremes que Arthur Fleck sobe e Joker desce. (ficamos assim…)

Joker tem uma dimensão psicológica profunda. Se se quer, é um mapa para a construção da tristeza e da solidão

Os cenários que resolvem o ambiente invariavelmente neo-gótico de Gotham apresentado em outros filmes e séries, continuam escuros, sujos e opressivos mas agora desenhados em traços clássicos e realistas (reparem na fachada do Arkham Hospital)

E por fim o comentário ao actor, como tinha prometido.

Esta personagem de Joker parece ser desafiante para os actores que a encarnam. Entre outros lembro os magníficos desempenhos de Jack Nicholson e Heath Ledger.

Também Joaquin Phoenix levou a um ponto extremo esse violento desafio, psicológico, emocional e físico e construiu uma personagem humanamente credível na sua angústia, ternura e insanidade.

Para concluir em comentário paralelo deixo a minha opinião

sobre a qualidade do comediante Arthur Fleck. Trata-se de

um bom guionista servido por um mau-actor.

Vejam esta:

– I just hope that my death makes more cents than my life!

Isto é material muito bom.

Leitor! Smile and put on a happy face.

(O professor Joaquim Marques escreve segundo a regras do Acordo Ortográficos legal).


NOTA: Foto de Forbes

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