Strange Planet

por Joaquim Marques
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De Nathan Pyle, este pequeno livro de BD é delicado, subtil, estranho e humano.

As Figuras, arremedam na aparência o Sapiens (só ligeiramente) dando mais ares dos locais da Area 51 mas acentuadamente, mais expressivos e amáveis.

A Linguagem que usam é extremamente articulada e materialmente descritiva sendo por isso muito mais explícita do que a humana quanto ao referido.

Por exemplo

Criança – Young biped

Sonho – Pleasent nonsense

Dentes – Mouth stones

Fada dos dentes- Magical mouth stone.

Segundo esta construção teleológica e metalinguística experimenta, caro leitor, encontrar os referentes de :

Hydration cylinder ou Two-wheel foot pusher ..

Isso, boa !! Estás lá.

Eu identifico-me totalmente com a espécie e confesso que gostava de ir viver para o planeta Estranho, deslocando-me num “cone metálico aéreo-rodopiante” (esta é da minha carola).

Admito que a primeira ilustração desta notícia refere mesmo uma das minhas maiores desnorteantes perplexidades e suportáveis resignações.

De resto, assim ao calhas :

Sobre o ar-condicionado

Num restaurante, o empregado de mesa para um casal sentado

– I can manipulate the climate in this space. 

–  I did not know this

– Teel me your sensations and i will adjust for your confort

– I feel cold

– I feel warm 

– Uniform confort is impossible

– I did know this. 

Só mais uma:

À refeição o pai para o filho:

– Ingest your leaves

– I do not desire leaves

– Put the leaves in your mouth

– I tis a unpleasant sesation

– Life will be full of unpleasant sensations. You need to experience a wide range so you can properly gauche wich ones are worst.

Fiquem bem que eu agora vou ler mais tiras antes de confortavelmente abandonar o meu “estado de alerta sensorial intenso” (outra da minha carola)

Foto de: Telegraphstar

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