Glória Portuguesa no Mundial de Futsal

por Ivan Antunes
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Após a conquista do campeonato da Europa, a equipa das quinas encontrava-se como uma das favoritas a vencer o Campeonato do Mundo 2021 realizado na Lituânia, mais precisamente, em Kaunas. Favoritismo este que acabou por ser confirmado pelo triunfo na final frente à “Albiceleste” (anterior campeã mundial), pela margem mínima (2-1), num confronto efetuado no dia 3 de outubro.

Heróis nacionais, os 16 jogadores ao comando de Jorge Braz percorreram uma longa jornada na competição, enfrentando seleções experientes e de renome, levando a que os jogos obtivessem uma dificuldade acrescida. Exemplos disso, são os encontros com Espanha, nos quartos-de-final, resolvido após o tempo regulamentar, com o Cazaquistão, na meia-final, decidido através da marca de grandes penalidades e a própria final, caracterizada por ter sido decidida em pormenores. As partidas com este cariz demonstraram, na perfeição, o espírito de união da seleção!

O inédito e esplêndido feito do futsal luso levou Portugal a entrar, desta forma, na restrita lista de países campeões mundias, constituída por Brasil (cinco títulos) , Espanha (dois títulos) e Argentina (um título), superando, assim, o terceiro lugar obtido em 2000, na Guatemala. O companheirismo e o brilhantismo foram fulcrais. A nível individual, destacou-se Pany Varela que foi eleito o segundo melhor jogador da competição, recebendo a bota de prata da mesma (só foi superado pelos 9 golos do brasileiro Ferrão), apontando dois golos crucias na final. Além dos jogadores de quadra, Bebé demonstrou que aos 38 anos, apesar de não ser jogador profissional, pois concilia o trabalho com os treinos mereceu, por completo, a convocatória.

No entanto, as atenções estavam na despedida de Ricardinho com a camisola da seleção, onde acabou por ser designado como líder de assistências e melhor jogador do torneio. Além das premiações, Ricardinho não conteve as lágrimas no momento em que tocou “A Portuguesa”, que foram causadas pelo período difícil de recuperação (6 meses) de um lesão no tendão da perna direita, que pôs em dúvida a sua ida ao mundial.

O apoio dos adeptos foi indispensável, onde ,além dos milhões de portugueses a apoiar diretamente das suas casas, cerca de 20 alunos de Erasmus, em conjunto com emigrantes marcaram presença em derivados jogos na arena Kaunas. Neste âmbito, o selecionador nacional citou “A dedicatória é para eles (jogadores), pelo trabalho e por todos os portugueses. Disse que íamos dar a vida por Portugal, ao nosso país e fomos fantásticos.”

A comitiva lusa, em regresso ao país, foi escoltada por aviões da Força Aérea e recebida, no dia 4 de outubro por Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República que afirmou “Cada português e portuguesa sente que há uma motivação adicional para praticar esta modalidade”, demonstrando os efeitos que a conquista portuguesa irá ter no crescimento da modalidade.

Fotografia por Pascal Swier no Unsplash

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