Livros, para que vos quero… – Janeiro 2022

por Biblioteca
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Ano Novo, Livros “Velhos”

Poesia de Fernando Pessoa Para Todos, Fernando Pessoa

Esta é uma primeira antologia da poesia de Fernando Pessoa que se pretende ao alcance de todos: crianças e adultos. Nela se reúnem não só os poucos e por vezes divertidos poemas que escreveu para crianças, mas também outros cuja leitura é acessível aos mais jovens.

Diário de um Adolescente na Lisboa de 1910, Alice Vieira

Joaquim José é um jovem lisboeta de 14 anos em 1910. Pai republicano, avó monárquica, criada com namorado da Carbonária e aluno de um dos homens que mataram D. Carlos e D. Luís Filipe, facilmente se compreende a confusão que vai na sua cabeça. O seu diário é o registo bem-humorado desses dias de sobressalto que vão dar ao 5 de Outubro.

Prosa, Sophia de Mello Breyner Andresen

A presente edição agrupa num único tomo a prosa da autora, seguindo e atualizando os critérios de fixação de texto adotados nas edições anteriores, graças ao notável trabalho de Carlos Mendes de Sousa e Maria Andresen de Sousa Tavares, que assinam, respetivamente, o prefácio e o posfácio desta edição. Inclui-se na presente edição trechos inéditos do conto «Os Ciganos».

Para Quê Tudo isto? biografia de Manuel António Pina, de Álvaro Magalhães

No início dos anos 50, o pequeno Manuel António, então com 7 anos, escrevia os primeiros versos. Também costumava sentar-se à mesa com um livro aberto em frente ao prato da sopa e era repreendido por isso. Assim começou uma relação com as palavras, essas crianças grandes, que, com o tempo, se transformou em intimidade e coincidência. Na verdade, essa relação foi uma história de amor, a história de uma vida de palavras, como se fosse um livro, literatura.

Da autoria de Álvaro Magalhães, talentoso escritor que muito bem conheceu Manuel António Pina, Para Quê Tudo Isto? é a biografia do criador, que, ao longo de trinta anos, ergueu uma das maiores e mais originais obras literárias do seu tempo.

Mundo, Ana Luísa Amaral

Tecendo o fio que liga o texto à vida, Ana Luísa Amaral convoca-nos para uma paisagem de sons ao
compasso dos cheiros, cores que constituem este Mundo: a abelha e a flor em descanso, a mesa e a faca pousada, ou as gentes e as suas interrogações.

Último Olhar, Miguel S. Tavares

Pablo tem 93 anos, viveu a Guerra Civil Espanhola, viveu os campos de refugiados da guerra em França, viveu quatro anos no campo de extermínio nazi de Mauthausen. E depois viveu 75 anos tão feliz quanto possível, entre os campos de Landes, em França, e os da Andaluzia espanhola. Inez tem 37 anos, é médica e vive um casamento e uma carreira de sucesso com Martín, em Madrid, até ao dia em que conhece Paolo, um médico italiano que está mergulhado no olho do furacão do combate a uma doença provocada por um vírus novo e devastador, chegado da China: o SARS-CoV-2. Essa nova doença, transformada numa pandemia sem fim, vai mudar a vida de todos eles, aproximando-os ou afastando-os, e a cada um convocando para enfrentar dilemas éticos a que se julgavam imunes.

Almoço de Domingo, José Luís Peixoto

Com este novo romance de José Luís Peixoto acompanhamos, entre 1931 e 2021, a biografia de um homem famoso que o leitor há de identificar — em paralelo com história do país durante esses anos. No Alentejo da raia, o contrabando é a resistência perante a pobreza, tal como é a metáfora das múltiplas e imprecisas fronteiras que rodeiam a existência e a literatura.

Através dessa entrada, chega-se muito longe, sem nunca esquecer as origens. Num percurso de várias gerações, tocado pela Guerra Civil de Espanha, pelo 25 de abril, por figuras como Marcelo Caetano ou Mário Soares e Felipe González, este é também um romance sobre a idade, sobre a vida contra a morte, sobre o amor profundo e ancestral de uma família reunida, em torno do patriarca, no seu almoço de domingo.

A Importância de Dante, John Took

Em A Importância de Dante, John Took parte de três obras – Vita Nova, a obra inovadora da sua juventude; Convivio, trabalho maior da sua meia-idade; e a Commedia, o grande projeto da sua maturidade – como mapas para o desenvolvimento de Dante enquanto poeta e filósofo. Estas obras são ainda importantes testemunhos do papel ainda relevante de Dante como guia do nosso bem-estar e felicidade.

O pensamento de Dante, que refletiu a fundo sobre o bem-estar não só dos seus contemporâneos mas também dos que «pensarão nestes tempos como antigos», atravessa séculos e confirma o seu merecido estatuto não só como ícone cultural, mas como companheiro de viagem.

O Monte dos Vendavais, Emily Bronté

O Monte dos Vendavais é uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afetar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adotado em criança pelo patriarca da família Earnshaw, o senhor do Monte dos Vendavais, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança. Magistral na construção da trama narrativa, na singularidade e força das personagens, na grandeza poética da sua visão, nodoso e agreste como a raiz da urze que cobre as charnecas de Yorkshire.

Sira, María Dueñas

A Segunda Grande Guerra está a chegar ao fim, e o mundo avança para uma reconstrução tortuosa. Depois de cumprir as suas obrigações como colaboradora dos serviços secretos britânicos, Sira encara o futuro ambicionando alguma serenidade. Mas essa paz tarda em chegar.

Boas Leituras!

Foto por Ed Robertson no Unsplash

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